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terça-feira, janeiro 20, 2004



A peça d'a vida

Tudo o que delineia pensamentos e que detém um Poder fantástico(de viver) , encena e representa a mais bela das peças- “A vida”.
Presente até mesmo na ausência do presença, a teatralidade deambula na nossa mente como girinos que procuram desenfreadamente fugir à luz. Cada “cena” do nosso quotidiano desenrola-se representando os suspiros da nossa mente. Cada “acto” do nosso ser é representado com base nos argumentos que são as fabulosas armas do senso comum. Este guião espectacularmente real é produzido dia-a-dia pelo que temos de mais precioso: “a intuição e a “magicabilidade” do improviso”.
Ser actor neste guião não é tarefa fácil, pois deparamo-nos diariamente com “brancas”, gafes e marcações mal executadas. È nestes momentos que o palco da vida parece desaparecer debaixo dos nossos pés. Sem outra solução puxamos dos dotes de representação que se encontram fechados nos cofres da imaginação. Sem mais demora damos asas ao passarinho enjaulado e ultrapassamos as barreiras que nos impedem de representar livremente com a alma e emoção da realidade.
Mais escondida ali, menos escondida aqui, a teatralidade povoa todos os planos e os mais diversos vértices da vida. Sendo assim, no mais pequeno gesto ela espalha o seu perfume, atingindo a sua plenitude no imprevisto de cada efémera acção e o seu auge nos rituais e nas representações “previamente premeditadas”.
A Teatralidade auto-intitula-se como motor da vida, alimentado pela imaginação e projectado pelo simples acto de viver.

Ricardo Duarte

sábado, janeiro 10, 2004


A responsável pela mais recente peça do 11m: A nossa querida delegada!

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