Terça-feira, Maio 11, 2004

Estreia de sucesso 



"Confissões de adolescentes" já estreou no auditório Miguel Franco no passado dia 4 de Maio e foi um estrondoso êxito.

Segunda-feira, Abril 26, 2004

Um Hamlet a mais 

12 de Maio, partida 17:30 horas, 12 euros


ANTES DA MEIA NOITE
O Teatro Nacional D. Maria II apresenta uma nova versão do HAMLET, a partir de 16 de abril a 16 de Maio a NOVA encenação de Ricardo pais, a partir do Hamlet de Shakespeare – “UM HAMLET A MAIS”. Uma produção do Teatro Nacional S. João.

Regresso à errância inquietante do texto de William Shakespeare, aqui exposto a um diálogo íntimo e explosivo com a música de Vítor Rua e às fantasmizações vídeo de Fabio Iaquone e Paulo Américo, numa alucinação poética potenciada pelo dispositivo cénico de António Lagarto. Regresso ainda à matriz mais libertina de Ricardo Pais – livre circulação de palavras e vozes e a sua violentada manipulação tecnológica a despoletar imaginários paralelos. Um Hamlet sensorial a destilar melancolia e misoginia. E nos intervalos de um improvável concerto roxy, ouve-se a máquina da guerra.
“Silêncio!” Os actores cantam, Shakespeare vigia. “Ergam Hamlet como soldado neste palco”.
Desembainhem as espadas e liguem os microfones. Este espectáculo vai (re)começar.

(...)Um Hamlet nunca é de mais. Uma das estratégias de criação contemporânea é, como sempre foi, rever a memória própria e alheia de um texto, reescrever a partir de traços dessa memória uma linguagem própria... Assim escolheu Ricardo Pais ao reincidir na abordagem de um dos mais emblemáticos textos da tradição teatral ocidental, buscando agora não a reconstituição da narrativa e da poética do texto mas a sua recomposição, a possibilidade alucinatória de escolher fragmentos e de os magnificar, de se aventurar em estilhaços escolhidos da vida de um homem em dúvida visceral. Talvez aqueles que melhor podem fazer-nos compreender a natureza íntima da personagem, talvez outros que descobrem na trama ecos singulares de questões eternas, talvez ainda outros que a memória criativa, a vontade, a démarche do encenador trazem, com improbabilidade, à superfície.

Vítor Rua compôs toda uma pauta integralmente nova para esta segunda versão, que há variações no elenco – mantendo-se, naturalmente, João Reis no papel titular – nenhum encenador revista impunemente um espectáculo. Estamos, perante um daqueles casos que comprovam que uma experiência teatral não é nunca, por definição, igual a outra


UM HAMLET A MAIS

texto de WILLIAM SHAKESPEARE
traduzido por ANTÓNIO M. FEIJÓ montado por AMF e RP
para um espectáculo de RICARDO PAIS

cenografia e figurinos ANTÓNIO LAGARTO música original (executada ao vivo) VÍTOR RUA
vídeo FABIO IAQUONE , PAULO AMÉRICO desenho de luz NUNO MEIRA
desenho de som FRANCISCO LEAL desenho de lutas MIGUEL ANDRADE GOMES
preparação vocal JOÃO HENRIQUES assistência de direcção NUNO M CARDOSO

com JOÃO REIS, ANTÓNIO DURÃES, LUÍSA CRUZ, NICOLAU PAIS, PEDRO ALMENDRA, HUGO TORRES

produção TNSJ


Confissões de Adolescentes 

O 11ºM apresenta o seu espectáculo "Confissões de Adolescentes" integrado no X Festival de Teatro Juvenil de Leiria no próximo dia 4 de Maio pelas 21:30 horas no Auditório Miguel Franco (antigo Mercado Sant'ana). pedido de reservas para constalves@hotmail.com

Domingo, Abril 25, 2004

blog do 12º M da ESFRL 

Atenção clique aqui para ir até ao blog do 12ºM da ESFRL (http://12m.blogspot.com)

Terça-feira, Fevereiro 24, 2004

BREVE GLOSSÁRIO DE TERMOS DE TEATRO 

ABERTURA DO PANO – Momento em que se abre ou levanta o pano de boca.
ACÇÃO – Conjunto do que se faz em cena, no decorrer do espectáculo.
ACTO – Cada uma das partes principais em que se divide uma peça de teatro.
ACTOR / ACTRIZ – Artista que cria, interpreta e representa uma acção dramática, baseando-se em textos, em estímulos visuais, sonoros ou outros.
ACÚSTICA – Conjunto de factores que dão uma boa (ou má) percepção dos efeitos sonoros e especialmente das falas dos actores.
ADERECISTA – Aquele que fabrica os adereços.
ADEREÇOS – Objectos que fazem parte da cenografia (adereços de cena), são transportados pelo actor (adereços do actor) ou são previamente postos em cena a fim de serem usados pelos personagens (adereços de representação).
AFINAR – Acertar as cortinas, bambolinas e telões de forma a que a sua base fique paralela ao chão do palco.
AFINAR LUZES – Depois de dispostos os projectores, dar-lhes o ângulo e a abertura adequados à iluminação pretendida.
AGRADECIMENTOS – Marcação feita pelo encenador segundo a qual os actores, no final do espectáculo, vêm receber os aplausos do público.
ALÇAPÃO – Abertura no chão do palco, obtida pela remoção de uma quartelada, podendo ou não ser equipado com mecanismo elevador.
ALTA – Diz-se da parte do palco mais próxima do fundo de cena.
AMADOR – Actor não profissional, que trabalha sem remuneração.
AMERICANA – Comprido rectângulo de madeira ou de ferro, de comprimento maior que a boca de cena, e por onde bipartindo-se, correm as cortinas, ou desliza a rotunda.
ASAS DO PALCO – Coxias.
ATACAR – Prender com um sarilho as ilhargas, de modo a ligá-las totalmente.
ATOCHAR – Pregar o pano de terra ao chão com tachas.
AUXILIAR DE CAMARIM – Aquela que tem por função ajudar os actores a vestirem a roupa de cena. Também chamada de assistente de camarim.
BAIXA – Diz-se da parte do palco mais próxima da boca de cena.
BAMBOLINA – Faixa de pano, geralmente flanela preta, que une na parte superior as pernas dos rompimentos. A bambolina régia é suspensa imediatamente atrás do quadro do proscénio, regulando a altura da boca de cena.
BANDA SONORA – Diz-se do alinhamento de sons apresentados num espectáculo.
BASTIDORES – Coxias.
BENGALA – Acção ou fala que o actor constrói para se apoiar na interpretação.
BLACK-OUT – Expressão inglesa que designa o escuro total, no palco e na sala.
BOCA DE CENA – A abertura de cena regulada pela bambolina régia na altura e pelos reguladores na largura.
BRANCA – “Ter uma branca”. Lapso de memória de um actor.
BUCHA – Palavra ou frase improvisada, geralmente espirituosa, que o actor insere nas suas falas.
CABO DE VARANDA – Aquele que coordena os movimentos de varanda. Actualmente essa coordenação é feita a partir da régie.
CACHET – Palavra francesa que significa literalmente “salário de artista”.
CAIMENTO – Ângulo de inclinação do chão do palco ou da plateia.
CAIXA DO PALCO – Parte do teatro, para trás da boca de cena, compreendendo a teia, o urdimento, as varandas, o palco e o sub-palco.
CAIXA DO PONTO – Espécie de caixa ou cúpula, no centro do chão do proscénio onde o ponto exerce a sua função. Também tem o nome de cúpula do ponto. Nos palcos onde a caixa do ponto não existe, o ponto trabalha entre bastidores.
CAMARIM – Sala que serve de vestiário e onde se preparam e maquilham os actores para irem para cena. Poderá ser improvisado um camarim em bastidores para mudanças rápidas que é chamado camarim de palco.
CARDA – Tacha.
CASTIGO – Erguer um pano ou um telão não só pela vara por onde está suspenso, mas também pela do fundo, com seis cordas, obrigando-o a dobrar ao meio.
CENA – São múltiplos os significados desta palavra. Uma é o palco. Estar em cena é estar a representar ou a ensaiar dentro da área de representação. Cena pintada ou construída, é o cenário. Dar e tomar cena é deixar lugar ou ocupar o espaço livre do palco durante a representação. Uma cena é o momento de acção em que “estão em cena” os mesmos actores.
CENÁRIO – Conjunto de elementos que decoram e delimitam o espaço cénico.
CENOGRAFIA – O cenário.
CENÓGRAFO – Aquele que cria, projecta e supervisiona a realização e montagem de todos os espaços necessários à cena, incluindo a programação cronológica dos cenários; determina os materiais necessários; dirige a preparação, a montagem e a desmontagem das diversas unidades do cenário.
CENTRO – Diz-se da parte do palco equidistante das laterais.
CHASSIS – Armação onde se encaixam os filtros de cor dos projectores.
CICLORAMA – Fundo fixo em forma de “U” aberto e que é colocado ao fundo do palco, geralmente de cor neutra (branco, azul-celeste ou cinzento claro).
COMÉDIA – Peça de teatro que se caracteriza pela leveza do tema, sempre de final feliz.
COMPARSA – Diz-se do actor que desempenha papéis de pouca importância, geralmente sem falas. Actualmente usa-se mais o termo figurante.
COMPRIDA – A corda que suspende da teia cada vara, pela sua ponta mais distante da varanda. A corda que suspende da teia cada vara, pela sua parte mais próxima da varanda chama-se curta.
CONTRA-REGRA – Aquele que executa as tarefas de colocação dos objectos de cena e decoração; zela pela sua manutenção, solicitando às equipas técnicas as reparações necessárias; dá os sinais para início e continuação do espectáculo; é encarregado de dar sinais às diversas equipas técnicas para a prevenção e execução de efeitos (luz, som, mecânica de cena, manobras de varanda, entre outros). Também é conhecido pelo termo francês régisseur.
CORTINA DE FERRO – Cortina de metal que separa o palco da plateia em caso de incêndio. Também se chama pano de ferro.
COSER – Ensarilhar.
COXIAS – Partes do palco, aos lados e fundo de cena, ocultas à visão do público.
CRUZAR – Mudança de posição que obriga a passar inferior ou superior a outra figura.
DEIXA – Palavra ou grupo de palavras que marca o fim da fala de um actor, ocasião em que outro actor pode começar a falar, ou que serve como sinal ao pessoal técnico para a prevenção e ou execução de um efeito.
DESENHO DE LUZ – Planta que mostra a disposição de todos os projectores, a sua orientação e a zona que iluminam em cena.
DIAFRAGMA – Dispositivo que permite reduzir ou ampliar o foco de um projector.
DIDASCÁLIA – Anotação do autor que dá indicações para a execução cénica, para melhor compreensão do texto.
DIGRESSÃO – Tournée.
DIREITA – Diz-se da parte do palco que fica para o lado direito do espectador, portanto, para o lado esquerdo do actor.
DIRECTOR DE CENA – Aquele que se encarrega da disciplina e andamento do espectáculo durante a representação; estabelece e faz cumprir os horários; elabora as tabelas de serviço de acordo com as indicações dos sectores artístico e técnico.
DRAMA – Peça de teatro de assunto sério (meio termo entre a comédia e a tragédia).
DRAMATURGIA – Conjunto de processos de análise ao texto teatral e à sua passagem à cena e ao público.
ELENCO – Conjunto dos actores de uma companhia ou de uma peça de teatro.
ENGRADAR – Fazer uma armação com sarrafos de madeira em que fica esticado um pano, uma tela ou um papel pintado, vindo a constituir um elemento de cenário rígido e passível de ser transportado e manobrado, chamado engradado.
ENCENAÇÃO – A concepção geral do espectáculo.
ENCENADOR – O que concebe, orienta e dirige toda a encenação.
ENGOLIR – Quando se sobem para a teia as cortinas ou o cenário. Diz-se que são engolidas no urdimento.
ENSAIAR – Levantar, repetir ou apurar uma cena com os actores; acertar os efeitos técnicos com a representação dos actores.
ENSAIO GERAL – Ensaio, geralmente o último antes da estreia, que deverá decorrer como se fosse espectáculo.
ENSARILHAR – Prender com um sarilho duas ilhargas. Também se diz coser.
ESCORA – Pedaço de madeira ou de ferro que se prega ao chão e na armação da ilharga, a fim de mantê-la na posição pré-determinada.
ESCURO – Black-out.
ESQUERDA – Diz-se da parte do palco que fica para o lado esquerdo do espectador, portanto, para o lado direito do actor.
ESTREIA – Primeira apresentação de um espectáculo ao público.
ESTROBOSCÓPIO – Equipamento de luz que produz uma sucessão muito rápida de focos de luz muito brilhantes.
FALA – Enunciado com que uma personagem se dirige ou responde a outra. Também chamado réplica.
FARSA – Peça de teatro que visa sobretudo provocar a gargalhada do público, por meio de disparates e duplos sentidos, com personagens tipicamente caricaturais.
FIGURA – O corpo do actor.
FIGURAÇÃO – O conjunto dos figurantes de um espectáculo; o trabalho realizado por eles em cena.
FIGURANTE – Actor ou actriz cuja participação num espectáculo consiste exclusivamente em fazer número, preenchendo cenas de conjunto.
FIGURINISTA – Aquele que cria e projecta os trajes (figurinos) e complementos usados em cena pelos actores e figurantes, indicando os materiais a serem usados na sua confecção, acompanha e supervisiona a sua execução.
FOSSO DE ORQUESTRA – O espaço rebaixado entre a plateia e o palco, onde se instala a orquestra.
FUNDINHO – Engradado que tapa a abertura de uma porta ou janela.
GRADE – Armação da ilharga. Também chamada caixilho.
GUIÃO – Registo escrito do espectáculo contendo o texto principal e as indicações técnicas a serem executadas por todos os sectores técnicos.
IGNIFUGAR – Pintar o cenário e os objectos de cena com uma solução à prova de fogo. Também se dá um banho com esta solução nas cortinas de cena.
ILHARGA – Elemento cenográfico constituído por um pano, tela ou papel pintado que se prega sobre uma armação de sarrafos (engradado).
IMPLANTAÇÃO DE CENA – Marcação no chão do palco, geralmente com fita ou giz, da disposição dos elementos e limites do cenário, segundo as medidas reais, de modo a que, mesmo antes da construção, os actores possam ensaiar prevendo a existência desses elementos.
IMPOSTAÇÃO DE VOZ – Técnica segundo a qual se aperfeiçoa a emissão da voz, eliminando as vacilações, projectando-a adequadamente e colocando-a na sua tessitura natural. Também chamada colocação de voz.
INFERIOR – Em posição descida em relação a algo ou a alguém, isto é, numa posição que seja próxima da boca de cena ou num movimento que cruze pela frente de qualquer coisa.
INGÉNUA – Actriz que representa, nas comédias, papéis de jovem inocente.
INTERPRETAÇÃO – Acto ou efeito de interpretar.
INTERPRETAR –Trabalho do actor. Dar vida aos personagens criados pelo autor, segundo a sua perspectiva pessoal em consonância com a do encenador.
IODINE – Tipo de projector de luz geral, sem lente.
LEVANTAR – O mesmo que marcar.
LUMINOTÉCNICO – Aquele que trabalha com equipamento de iluminação.
MALAGUETA – Pequena barra de madeira, que se prende ao travessão da varanda e à qual se amarram as cordas de manobras.
MANOBRA – Conjunto de cordas que movimentam um cenário ou telão, compreendendo a comprida que fica à direita, a do meio que fica no centro e a curta que fica à esquerda. Também se chama manobra a uma mutação.
MAQUETE – Palavra de origem francesa que designa um modelo do cenário em miniatura.
MAQUINISTA – Aquele que monta o cenário, faz as mutações e manobras de varanda.
MARCAÇÃO – Indicação dada pelo encenador aos actores que inclui os seus movimentos em cena.
MÁSCARAS DE TEATRO – Emblema universal do teatro constituído por uma máscara alegre e outra triste.
MATINÉE – Palavra francesa que designa o espectáculo apresentado ao público durante o dia.
MELODRAMA – Peça de teatro em que as partes dialogadas são intercaladas com partes musicais, cheia de situações sentimentais, mas vazia de conteúdo.
MESTRA DE GUARDA-ROUPA – Aquela que é responsável pela execução / confecção dos figurinos, seguindo as instruções do figurinista.
MUTAÇÃO – Transformação parcial ou total do cenário, no desenrolar de uma cena, ou no final de um quadro ou de um acto. Pode ser realizada no escuro ou à vista do espectador.
PANELÃO – Tipo de reflector aberto, que espalha luz em todas as direcções. Geralmente é colocado no chão e oculto por algum elemento do cenário.
PANO DE BOCA – Cortina que fecha a cena e a encobre da vista do público.
PANO DE CHÃO – Pano grosso que se estende sobre o chão do palco, a fim de o tornar homogéneo e de acordo com o cenário, também chamado pano de terra quando imita a mesma.
PAPEL – Cada uma das partes do texto e da acção de uma peça de teatro atribuída a um actor. Como antigamente a reprodução gráfica dos textos era cara e difícil, copiavam-se em papéis separados as partes a serem distribuídas a cada actor, daí o seu nome.
PARTE – Papel.
PEÇA DE TEATRO – Texto escrito para ser encenado, representado.
PERNA – Fraldão de pouca largura que é suspenso na mesma vara de uma bambolina e que delimita a parte lateral do palco.
PERTENCES – Adereços do actor.
PLANO – Cada um dos segmentos em que se imagina dividida a área do palco, para melhor determinar as posições e movimentos dos actores. Os planos são denominados: Esquerda alta, centro alto, direita alta, esquerda média, centro, direita média, esquerda baixa, centro baixo, direita baixa.
PONTA – Papel pouco extenso num espectáculo. Tem também o nome de rábula.
PONTE – Na caixa do palco, passagem que liga uma varanda a outra, e que serve para diversos fins, entre eles a instalação de projectores.
PONTO – Aquele que auxilia os actores a decorar os textos durante os ensaios e lhes sopra alguma fala num lapso de memória que possam ter durante as representações. Cabe-lhe também escrever na peça do ponto todas as indicações e marcações dadas pelo encenador, bem como assinalar as deixas para execução de efeitos ou manobras.
PORTA DA CAIXA – Entrada dos artistas. Dá-se este nome por ser a entrada que dá acesso à caixa do palco.
PRATICÁVEL – Qualifica todo o espaço em que o actor pode representar; todo o estrado ou plataforma do espaço cénico que permite sustentar a passagem ou paragem de um ou vários actores.
PROJECTOR – Aparelho eléctrico munido de um reflector, de uma lâmpada e de um jogo de lentes, destinado a projectar sobre a cena um foco de luz.
PROJECTOR DE SEGUIR – Projector de grande potência, manobrado manualmente para acompanhar a movimentação dos actores.
PROTAGONISTA – Actor que interpreta o papel de maior relevo numa peça.
QUADRO – Divisão de uma peça de teatro, menor que o acto e que, geralmente, pressupõe uma alteração de cenário ou de ambiente.
QUARTELADA – Divisão do chão do palco que é construída com tábuas móveis.
RÁBULA – Ponta.
REFLECTOR – Espelho côncavo colocado nos projectores por trás da lâmpada e que aumenta a intensidade do foco de luz.
RÉGIE – Termo francês que designa o local de onde é feita a coordenação de todo o espectáculo, pelo régisseur.
RÉGIES DE LUZ E SOM – Locais de onde são operados os efeitos de luz e som.
REGULADOR – Elemento que delimita lateralmente a área do palco e é geralmente constituído por engradados de madeira, forrados com flanela preta.
REPERTÓRIO – Conjunto de peças que fazem parte da programação de uma companhia teatral.
RÉPLICA – Fala.
REPÔR – Apresentar novamente um espectáculo que já esteve em cena.
REPREGO – Pequena ilharga independente.
REPRESENTAÇÃO – Cada uma das vezes que um espectáculo é apresentado ao público.
REPRESENTAR – Interpretar.
REVISTA – Espectáculo teatral em que os actores se dividem em quadros mais ou menos independentes, ainda que ligados por um tema comum, geralmente com forte crítica social.
RIBALTA – Fileira de luzes ligadas em série ao nível do chão do palco, invisível para o público e colocada na boca de cena.
ROMPER – Quando uma parte da caixa do palco se encontra visível da plateia e não é suposto estar.
ROMPIMENTO – Elemento delimitador da cena, composto de dois reguladores, ou duas pernas que se ligam no alto por uma bambolina, formando um arco. Os rompimentos são numerados de baixo para cima, isto é, dos mais próximos para os mais distantes da boca de cena.
ROTEIRO DE LUZ – Lista contendo, por ordem, as deixas que determinam a execução do efeito de luz.
ROTUNDA – Pano de fundo, geralmente em veludo ou flanela preta, que circunscreve toda a cena.
SARILHO – Corda presa por uma ponta ao alto de uma ilharga e que, passando em “S” por uma série de pregos meio espetados nela e noutra, serve para as ligar, atando-se em baixo.
SONOPLASTA – Aquele que compõe a sonoplastia.
SONOPLASTIA – Reconstituição artificial dos sons que acompanham um espectáculo.
SUB-PALCO – Piso por baixo do palco.
SUPERIOR – Em posição subida relativamente a algo ou alguém. Ou seja, numa posição próxima do fundo ou num movimento que cruza por trás de qualquer coisa.
TÁBUAS – Nome que se dá ao chão do palco.
TACHA – Prego curto e de cabeça grossa achatada, apropriado para prender as telas dos cenários aos sarrafos. Também se chama carda.
TEIA – Gradeamento de madeira ou metal, dividido em carreiras transversais, que sustentam o urdimento.
TELÃO – Em sentido geral, qualquer pedaço de tela, geralmente pintada, que constitui total ou parcialmente o fundo de um cenário.
TESSITURA – Intervalo entre o som mais grave e o mais agudo capaz de ser produzido pela voz.
TOURNÉE – Palavra francesa que designa a digressão de uma companhia teatral, levando um ou mais espectáculos a um ou mais locais diferentes.
TRAGÉDIA – Peça de teatro que se caracteriza por um final trágico, a capitulação ou a morte.
TRUQUE – Efeito surpresa que se produz em cena por meio de equipamentos especiais, mecanismos, mutações, etc..
URDIMENTO – O conjunto de cordas, panos, telões, etc. que, suspenso da teia, não está à vista do público. Zona do palco entre a boca de cena e a teia.
VARA – Barra de metal ou madeira, suspensa da teia por cordas móveis ou cabos de aço, de modo a permitir regular a altura para a montagem de luz, ou movimentos de cortinas ou telões.
VARANDA – Plataforma situada a meio da altura do urdimento de onde se fazem as manobras.
ZELADORA DE GUARDA-ROUPA – Aquela que é responsável pela conservação dos figurinos, quer na sua limpeza regular, quer nos respectivos cuidados de armazenamento findo o período de utilização dos mesmos; também organiza a embalagem dos figurinos em caso de tournée.


"Basta um Olhar" 



imagem do espectáculo "Basta um Olhar"

Sexta-feira, Fevereiro 20, 2004

Só para "destressar" depois de alguns ensaios...ou dum dia de trabalho 

Baseball no ...penguim veja aqui na
  • Cacetada no Pinguim
  • record- 207.4

    e um divertimento que é preciso + destreza...
  • Jogo Da Malícia

  • Sábado, Fevereiro 07, 2004

    Visita de estudo a Lisboa no próximo dia 20 (OED e Português) 

    Programa Provisório

    07h45 - Partida de Leiria (junto à ESFRL)
    10h30 - Visita ao Teatro Nacional D. Maria II (grupo I)
    11h00 - Visita ao Teatro da Trindade (grupo II)
    11h00 - Visita ao Museu do Teatro Romano (grupo III) (a confirmar)
    12h30 - Almoço nos jardins da Fundação Gulbenkian
    14h00 - Animação do espaço dos jardins da Fundação Gulbenkian (a confirmar)
    15h30 - Início da peça «Antes de Começar», de Almada Negreiros, no auditório do Museu Nacional do Teatro
    16h00 - Visita guiada ao Museu Nacional do Teatro (por grupos) - alternando com visita ao Museu do Traje (a confirmar)
    18h00 - Partida de Lisboa
    20h00 - Chegada a Leiria (Junto à ESFRL)

    "A turma do 12º M de OED" Um poema que dedico também ao 11ºM 


    A turma do 12º M de OED
    ( Ana, Diana,Mariana,Liliana,Sara S, Sara Sc, A. Luísa, Joana, Carina, Celine V., Celina S.,Selénia, Rodrigo, João, Francisco, Francisco N.,Daniel, Bruno, J.Pedro,Nuno,J.Afonso)


    no poliedro do redondo do mundo
    também há uma face escrita de 21 rostos
    formam uma turma e experimentam a alma
    no equílibrio dos olhares e das palavras
    muitos ainda têm os olhos pregados no corpo
    e o mundo é só uma imagem.

    Como os outros que passaram também experimentam o vento
    e ousam o toque no fogo
    sabem lá eles o futuro mas ousam o riso
    São de carne como eu e como os outros
    mas ousam a ideia e não pedem licença para o acto

    tudo igual como sempre como os outros
    mas já têm a memória
    onde ficarão para sempre
    os Zeferinos e as Matumbinas,
    os meninos brincando no sótão,
    e outros personagens como os soldados de chumbo,
    os monstros grunch, as bonecas de trapos, as bailarinas,
    as caricaturas do nosso tempo, as almas vividas
    os sorrisos trespassados uns nos outros.
    Porventura lembrar-se-ão um dia de uma bola azul
    e da experiência do espírito e do corpo,
    farão calor na expressão
    e darão valor aos homens e mulheres do mundo.

    Um dia, sonho, irão ao teatro.
    Como os outros sorverão as palavras do dramaturgo,
    rir-se-ão na comédia, chorarão no drama ou na tragédia
    mas saberão que aquele mundo para lá do palco
    que para o ingénuo é mentira,
    é na verdade a vida
    autêntica, crescida, vivida e aumentada

    e o vento que foram e o toque no fogo que fizeram
    cresceu e rebentou
    e o teatro que vêem
    é uma árvore
    que lhes dá o fruto mais nobre
    que eles um dia também semearam!




    Constantino Alves



    Quinta-feira, Fevereiro 05, 2004

    Citação do dia 

    "[Em arte] o impossível verosímil é preferível ao possível não acreditável "

    Fonte: "Poética"
    Autor: Aristóteles, filósofo grego


    Quarta-feira, Fevereiro 04, 2004

    "O Piano" também vai dar que falar 

    Algumas imagens de "O Piano"


    O Tiago na sua personagem "Tomás"



    Marco e Ana Luísa numa cena que virá a ser bem dramática

    Terça-feira, Fevereiro 03, 2004

    Diário de Adolescente 

    Começaram os primeiros ensaios do turno B de "Diário de Adolescente"



    A Vânia e a Débora ensaiam com os seus personagens a cena "Sou mesmo louca"

    Quinta-feira, Janeiro 29, 2004

    Pensamento do dia 

    A propósito do trabalho actual da criação de personagens nas actividades da OED

    Todo o fantasma, toda a criatura de arte, para existir, deve ter o seu drama, ou seja, um drama do qual seja personagem e pelo qual é personagem. O drama é a razão de ser do personagem; é a sua função vital: necessária para a sua existência

    Fonte: "Seis Personagens em Busca de Autor"
    Autor: Pirandello, Luigi (dramaturgo italiano da primeira metade do sec XX)


    Mais espectáculos com contadores de histórias 


    Quarta-feira, Janeiro 28, 2004

    Serafim e Fontinha encantam 


    Fontinha , a magia da narração


    Afinal os contos não são textos "chatos", parecem todos muito divertidos



    Serafim também acrescenta "um ponto ao conto..."

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